Tipos de Detonações

TECHNOBLAST
CONTROLADA

 

A detonação controlada, em suas diversas formas, se faz necessária quando há um alto risco de se causar danos ou avarias em interferências que se localizem no entorno do local do fogo, quer seja por ultra-lançamento, por vibração ou por impacto de ar.

Para tanto  é necessária a elaboração de um bom plano de fogo, adequado ao tipo de rocha a ser desmontada, às distâncias e aos tipos de intereferências a serem preservadas, para que se minimizem os efeitos indesejáveis sobre as mesmas.

Para que se avalie a eficácia das medidas adotadas, faz-se necessário o monitoramento sismográfico da detonação junto às interferências que se deseja proteger, seja para comprovação do atendimento a normas e diretrizes aplicáveis a cada situação, seja para determinar a necessidade de se proceder a ajustes  nos planos de fogo subsequentes.

PEDREIRAS E MINERAÇÕES

 

Com a rápida expansão das cidades em direção às suas periferias, torna-se cada vez mais freqüente o surgimento de bairros residenciais ou empresariais próximos a pedreiras e minerações que antes se encontravam em áreas isoladas e distantes deste tipo de interferência. 

 

Com o advento dos novos tipos de explosivos e de acessórios de detonação, associados às modernas técnicas de aplicação destes produtos e de controle dos impactos ambientais decorrentes de sua utilização, pode-se adequar tais operações, que são de fundamental importância para o desenvolvimento econômico de uma nação, às necessidades de segurança das edificações vizinhas e de conforto e tranqüilidade das pessoas que nelas habitam ou trabalham. 

SUBTERRÂNEA

 

Na maioria dos casos para se realizar a exploração de minas subterrâneas ou abertura de túneis ou galerias em rocha é necessária a utilização de explosivos e nestes casos como a rocha só possui uma face livre (diferente das minas a céu aberto que possui no mínimo duas), a energia gerada com a explosão é mais fortemente dissipada na forma de vibração do que a céu aberto, tornando-se uma preocupação a mais quando existem interferências próximas ao local da obra. 

 

Com um adequado acompanhamento sismográfico e a elaboração de um bom plano de fogo adequando o explosivo, a malha de perfuração e o sistema de retardamento entre furos ao tipo de rocha e respeitando os limites de vibração e impacto de ar das estruturas próximas a detonação, é possível realizar detonações seguras e com excelentes resultados.

SUB-AQUÁTICA

 

A detonação sub-aquática se faz necessária quando por razões técnicas e econômicas não há possibilidade de se desviar o curso d´água ou secar parte de um lago, mar etc... Com isso, a lâmina d´água e a correnteza se tornam uma dificuldade adicional neste tipo de serviço. Por outro lado, dependendo da profundidade desta lâmina d´água, ela contribui para minimizar o impacto de ar e dificultar o ultra-lançamento. 

 

Há diversos métodos de perfuração, de carregamento e de ligação entre furos utilizados em desmontes sub-aquáticos, variando em função das características específicas de cada projeto. 

 

A medição de vibração e de sobrepressão acústica junto às interferências que se encontram no entorno da área em que se realizam as detonações sub-aquáticas é feita normalmente utilizando-se geofones e microfones mas, se a interferência alvo do monitoramento encontra-se dentro do próprio meio, muitas vezes pode ser necessária a mensuração do valor da pressão hidrodinâmica, transmitida pela água, e para tanto utiliza-se um sensor especial denominado hidrofone. 

 

A obra de aprofundamento da calha do rio Tietê em seu trecho que cruza os municípios de Guarulhos, São Paulo, Osasco, Carapicuíba e Barueri, demandou este tipo de serviço em larga escala, tanto na Fase 1 (1998/1999) como na Fase 2 (2002/2004), e adotou o sistema de balsas de perfuração, carregamento dos furos com auxílio de tubos guia removíveis e utilização de explosivos emulsionados iniciados por sistemas não-elétricos (cordel detonante ou tubo de choque) retardados furo a furo.